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ESPECIAL - As novas redes da TV por assinatura

DVR

Digital Video Recorder: você vai querer um

Da redação

A chance de fazer a própria programação pode mudar a relação do assinante com a TV.

Os programas a que você quer assistir, na hora que você quer. É a grande promessa (já realizada) dos DVR, ou PVR (Digital ou Personal Video Recorder), caixas basicamente compostas por um receptor digital e um disco rígido (HD) com capacidade, a depender do modelo, de 40 até 100 horas de armazenamento de programação, tudo sob escolha e programação prévia do assinante do serviço.

Alguns set-tops digitais para o mercado brasileiro terão este “feature”. No caso da TVA, o DVR será lançado a partir de novembro. A Net também já anunciou que vai lançar o seu. No momento, apenas a Sky oferece um equipamento com este dispositivo - o Sky+ é top de linha e vem sendo promovido principalmente entre o público de maior poder aquisitivo, em especial em lojas de equipamentos de home theater.

EUA

Primeiro, foram os serviços por assinatura TiVo e ReplayTV, o primeiro compatível com o sistema da DirecTV no mercado norte-americano. Empresas como essas tendem a perder mercado, conforme o PVR vai sendo adotado rapidamente pelos usuários do cabo digital nos Estados Unidos. A TiVo, principal empresa exploradora do serviço de gravação digital nos EUA, anunciou ter chegado em setembro à marca de 2 milhões de aparelhos comercializados. O principal canal de venda da TiVo hoje nos EUA é a DirecTV, mas a operadora tem planos de começar a entregar uma caixa própria.

Um estudo recente da Parks Associates indica que o consumo do DVR ainda é lento, mas conforme o cabo e o satélite coloquem suas próprias caixas, a tendência é o aumento considerável do seu uso, a partir da popularização. Estimativas da Parks indicam que ao final de 2006 haverá acima de 25 milhões de caixas de DVR no mercado norte-americano. “À medida em que os consumidores integram formatos digitais aos seus hábitos de entretenimento, o acesso deles a serviços e conteúdos on demand aumenta”, afirma Tricia Parks, presidenta da Parks Associates.

Já a Jupiter Research prevê que até 2009 o cabo e o satélite vão responder por 80% dos DVRs em uso - hoje os serviços desvinculados dos operadores de TV paga respondem por 39%.

Uso do DVR

Os DVRs estão cada vez mais modernos e se configuram numa crescente preocupação das majors de conteúdo e também do mercado de publicidade. Em setembro deste ano, por exemplo, a TiVo e Replay TV concordaram em limitar o tempo que os assinantes de seus serviços podem deixar um filme adquirido por sistema de pay-per-view ou video on demand armazenado no disco rígido das caixas a serem produzidas a partir do segundo trimestre de 2005. Isso atende a uma demanda dos produtores de conteúdo, as majors de Hollywood, que viam nas possibilidades do sistema um estimulante à pirataria e, mais ainda, uma ameaça à janela de seus lançamentos para o DVD. Aparelhos como os mais modernos da TiVo e ReplayTV têm capacidade de armazenamento de até 100 horas. Para o caso de video on demand, a tecnologia estaria ajustada para gravar apenas 90 minutos - tempo médio de um longa-metragem.

A Federal Communications Comission (FCC) aprovou em setembro a nova tecnologia da TiVo, o TiVoGuard, que permite aos usuários do sistema enviar programas gravados da TV via Internet. De acordo com a comissão, a decisão deve incentivar a indústria eletrônica a desenvolver recursos digitais que permitam ao usuário ter mais opções para assistir aos programas que gravam. A FCC determinou, no início de 2004, que todos os serviços de gravação digital da TV incorporassem tecnologia anti-pirataria.

No entanto, a decisão não agradou aos grandes estúdios de Hollywood, que pediam uma controle mais rígido sobre o envio de atrações pela web. A FCC argumenta que levou em conta a necessidade da proteção do conteúdo digital mas sem o sacrifício da inovação tecnológica.